Publicado por: blogbeliving | 25/11/2015

A vida do povo Kuikuro

Leia o texto expositivo e conheça um pouco mais do povo indígena Kuikuro, estudado pelas alunas do Year 3.

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Os Kuikuro ocupam as margens das lagoas entre os rios Buriti, Culuene e Curisevo. Eles habitam  principalmente 3 aldeias, a maior e mais importante é Ipatse onde vivem mais de 300 pessoas. Na aldeia Aiukuri vivem cerca de 100 pessoas e a terceira aldeia se chama Lahatuá e vivem um grupo familiar com 10 pessoas.

As aldeias dos Kuikuro são circulares  e com praça central, onde eles fazem suas cerimônias especiais. As casas Kuikuro, como todas do alto Xingu, são grandes malocas de base ovaladas, sem janela e com duas portas, uma que leva para a praça central e outra que leva para os fundos. As casas abrigam várias famílias, cada família ocupa somente o seu espaço. As mulheres dividem um lugar comum para  acender o fogo, localizado no meio da casa entre as duas portas.

Os Kuikuro falam a língua Karib.

A especialidade do povo indígena Kuikuro é fabricar cintos e colares de caramujo,  esses objetos são muitas vezes usados como pagamento pelas panelas de cerâmica feitas por outros povos indígenas.

Para se alimentar esse povo cultiva vários alimentos, inclusive a mandioca. Eles conhecem 46 tipos de mandioca. Os  Kuikuro contam que a mandioca, era plantada por um peixe no fundo do rio. Segundo uma das lendas desse povo, foi desse peixe que os Kuikuro pegaram a mandioca e começaram a cultivá-la.

O pequi é plantado perto das roças e é um importante alimento, dele se retira o óleo de pequi que usam na pele para ficarem mais bonitos. Também produzem urucum, jenipapo, argila branca e carvão vegetal.

Como os outros altoxingoanos, esse povo não come nenhum bicho de terra ou de pelo, mas quando falta peixe eles substituem pelo macaco.

Esse povo conhece mais de 100 espécies de peixes comestíveis. O peixe é um alimento muito importante  para os Kuikuro, é dele que  eles retiram toda a proteína da sua dieta.

Os Kuikuro pescam usando, arco e flecha, lanças e diversos tipos de armadilhas. Atualmente, eles sofrem muitas influências externas, nas pescarias utilizam anzol e linha, arpão e rede. Essa influência, também é percebida porque os Kuikuro precisam comprar materiais como, combustível, materiais de pesca, munição, miçangas e alimentos que não produzem.

O conhecimento da língua portuguesa cresce a cada momento, eles estão mantendo mais contato com as pessoas de fora da aldeia, através da televisão, da escolarização e viagens frequentes para fora de sua aldeia.

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Vista aérea da aldeia Ipatse, no Parque Indígena do Xingu. Foto de Tiago Queiroz/AE

 

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